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    Expo . Hotel Le Meridien António Pessoa regressa ao Porto en finais dos anos 80 para se reencontrar com um animado turbilhão de amigos e predestinado a conhecer outros tantos. Comodamente instalado no seu espaçoso T4 ,apetrechado com o excelente piano de marca Pleyel ,uma prenda... more

    Reviewed by AntonioPessoa-PA Mar 31 2007, 07:37pm ( 3 reviews ) photobucket.com

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  • Rated by APessoa-Gallery on Mar 31 2007, 8:24pm

    Esta exposição não tendo sido necessariamente o despoletar de um entusiasmo latente,terá sido segundo a lei das probabilidades um binóculo de alta precisão,mostrando uma perspectiva de futuro artistico profissional,o qual como hoje sabemos de facto acabou por se concretizar. E para,enfim,comprovar a minha tese,verificamos que nos anos que se seguiriam,artista António Pessoa gradualmente vai moldeando a sua forma de viver no formato atípico que lhe é peculiar.A sua carreira desenvolve-se com soltura,sorte,organização mas também inevitàvelmente apoiada por uma razoável habilidade de liderança,porém curiosamente contrastada por um paralela postura de descompromisso, como que salvaguardando uma integridade interior,uma forma de viver e gestionar o espaço e o tempo,como só os soberanos do Renascimento sabiam fazer. Apesar de que a sua conversão a tripeiro de gema nunca se tenha por assim dizer concretizado,António Pessoa efectivamente e para sempre fica a dever à cidade que o viu nascer,o grande arranque profissional,bem como um status financeiro muitissimo acima do que se poderia esperar para um jovem artista récem-chegado ao mercado e ao mundo da Arte. E resumindo e concluindo,a exposição no Hotel Le Meridien fica como um marco histórico na vida e Obra de António Pessoa,talvez a fronteira entre o irresponsável,delicioso mundo de aventuras e o pensamento plástico erudito,desenvolvimento técnico,relação artista - temática,levado ao expoente máximo da Arte por excelência!
  • Rated by L-Xpress-APessoa on Mar 31 2007, 7:51pm

    Expo . Hotel Le Meridien António Pessoa regressa ao Porto en finais dos anos 80 para se reencontrar com um animado turbilhão de amigos e predestinado a conhecer outros tantos. Comodamente instalado no seu espaçoso T4 ,apetrechado com o excelente piano de marca Pleyel ,uma prenda vitalicia da sua avó paterna, encontra igualmente neste apartamento os metros quadrados mais que imprescindiveis para retomar a actividade plástica. Em contraste com La Vída Loca do sul de Espanha,a cidade do Porto parece-lhe envolta num manto de nostálgica melancolia.A sua adaptação a este ambiente ao principio parece-lhe rigorosamente impossivel,contudo os amigos de colégio e os novos com quem vai estabelecer relação, acabam por fazer peso na sua decisão de ficar por algum tempo. Mãos ao trabalho e em escassos meses o atelier da cidade Invicta já dá sinais de intensa actividade e mais importante sinais efectivamente palpáveis de prolífera produção artística.António Pessoa imediatamente despacha os seus piores trabalhos vendendo-os aos prestigiosos leiloeiros de Mouzinho da Silveira e a um marchante de Fonte da Moura que avidamente compra tudo o que o artista lhe disponibiliza. No entanto as suas obras primas vão sendo meticulosamente seleccionadas e armazenadas para eventos de,digamos,mais prestigio. António Pessoa conhece por fim Ana Ferreira Mendes,então sub-directora de informação da RTP Porto,com quem passa a viver em regime semi-matrimonial.Ana Mendes interessa-se não só pelo artista como pela sua arte.Prepara-lhe uma serie de exposições,nomeadamente no casino de Espinho,galeria das caves Sandman,casino da Póvoa e finalmente a apoteose desse programa tendo lugar no Hotel Le Meridien. Para grande surpresa do artista,aliciante surpresa,imagino,metade das obras expostas foram vendidas na noite da inauguração.Ana Ferreira Mendes,devido à sua posição no seio da RTP Porto,tinha feito questão de preparar uma razoável cobertura mediática,convidando os seus mais proeminentes amigos da alta esfera portuense;e como amigos dos nossos amigos nossos amigos são,a Vernissage acabou por ser um desfile de alta costura,má lingua,beijinhos e palmadinhas no ombro,um patatipatatá que se prolongou pela noite dentro,mas que sem tirar nem pôr acabou por mostrar ao jovem António Pessoa que nem tudo o que reluz é ouro e que a sua Obra era altamente aplaudida na sua cidade Natal. Mas apesar de tudo e do grande êxito então,ainda não foi dessa que o irreverente artista ganhou o gosto pelas ruidosas vernissages.De facto os próximos anos vão corroborar esta afirmação na medida exacta em que António Pessoa muito raras são as vezes em que efectivamente comparece às inaugurações,quer porque se encontre num outro lugar e num outro fuso horário,quer simplesmente porque tanto quanto se sabe, sustenta a opinião de que a Obra fala por si e a presença obrigatória e protocolar de quem a deu à luz é justamente uma situação supérflua e até de inspiração exibicionista,logo perdoável
  • Rated by AntonioPessoa-PA on Mar 31 2007, 7:37pm

    Expo . Hotel Le Meridien António Pessoa regressa ao Porto en finais dos anos 80 para se reencontrar com um animado turbilhão de amigos e predestinado a conhecer outros tantos. Comodamente instalado no seu espaçoso T4 ,apetrechado com o excelente piano de marca Pleyel ,uma prenda vitalicia da sua avó paterna, encontra igualmente neste apartamento os metros quadrados mais que imprescindiveis para retomar a actividade plástica. Em contraste com La Vída Loca do sul de Espanha,a cidade do Porto parece-lhe envolta num manto de nostálgica melancolia.A sua adaptação a este ambiente ao principio parece-lhe rigorosamente impossivel,contudo os amigos de colégio e os novos com quem vai estabelecer relação, acabam por fazer peso na sua decisão de ficar por algum tempo. Mãos ao trabalho e em escassos meses o atelier da cidade Invicta já dá sinais de intensa actividade e mais importante sinais efectivamente palpáveis de prolífera produção artística.António Pessoa imediatamente despacha os seus piores trabalhos vendendo-os aos prestigiosos leiloeiros de Mouzinho da Silveira e a um marchante de Fonte da Moura que avidamente compra tudo o que o artista lhe disponibiliza. No entanto as suas obras primas vão sendo meticulosamente seleccionadas e armazenadas para eventos de,digamos,mais prestigio. António Pessoa conhece por fim Ana Ferreira Mendes,então sub-directora de informação da RTP Porto,com quem passa a viver em regime semi-matrimonial.Ana Mendes interessa-se não só pelo artista como pela sua arte.Prepara-lhe uma serie de exposições,nomeadamente no casino de Espinho,galeria das caves Sandman,casino da Póvoa e finalmente a apoteose desse programa tendo lugar no Hotel Le Meridien. Para grande surpresa do artista,aliciante surpresa,imagino,metade das obras expostas foram vendidas na noite da inauguração.Ana Ferreira Mendes,devido à sua posição no seio da RTP Porto,tinha feito questão de preparar uma razoável cobertura mediática,convidando os seus mais proeminentes amigos da alta esfera portuense;e como amigos dos nossos amigos nossos amigos são,a Vernissage acabou por ser um desfile de alta costura,má lingua,beijinhos e palmadinhas no ombro,um patatipatatá que se prolongou pela noite dentro,mas que sem tirar nem pôr acabou por mostrar ao jovem António Pessoa que nem tudo o que reluz é ouro e que a sua Obra era altamente aplaudida na sua cidade Natal. Mas apesar de tudo e do grande êxito então,ainda não foi dessa que o irreverente artista ganhou o gosto pelas ruidosas vernissages.De facto os próximos anos vão corroborar esta afirmação na medida exacta em que António Pessoa muito raras são as vezes em que efectivamente comparece às inaugurações,quer porque se encontre num outro lugar e num outro fuso horário,quer simplesmente porque tanto quanto se sabe, sustenta a opinião de que a Obra fala por si e a presença obrigatória e protocolar de quem a deu à luz é justamente uma situação supérflua e até de inspiração exibicionista,logo perdoável